Eu vou contar uma história
A mais triste que eu posso lembrar
Levo em minha memória
O vira-latas que quis se domesticar
Ele era normal
Se contentava com os restos e um osso
Sempre viveu igual
Ele cagava para a opinião dos outros
Mas depois uma treta
com um outro de porte maior
Lhe pegaram na vendetta
E dessa vez ele levou a pior
Foi resgatado por uma ong
Dessas que tratam de bicho ferido
Lhe curaram as chagas
E colocaram um perfume fedido
Ele ficou exposto
Em uma feira de adoção
E vejam só que desgosto
Queria ser de estimação
reticências
segunda-feira, 11 de junho de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Amolando
Deixo que a náusea me cure a mente,
Pois um cérebro doente
não pode esperar pela felicidade,
sendo essa a vilã da faculdade
Se o veneno da consciência é o doce,
o féu é a pedra de amolar.
E da cabeça que o primeiro apossou-se,
O segundo não pode adentrar.
Voa agora, fada verde.
Sai do corpo que te conteve.
Vade retro sonho bom!
Pois quero estar afiado
Quando for o condenado,
Quando julgarem-me vilão.
8/2/12
Pois um cérebro doente
não pode esperar pela felicidade,
sendo essa a vilã da faculdade
Se o veneno da consciência é o doce,
o féu é a pedra de amolar.
E da cabeça que o primeiro apossou-se,
O segundo não pode adentrar.
Voa agora, fada verde.
Sai do corpo que te conteve.
Vade retro sonho bom!
Pois quero estar afiado
Quando for o condenado,
Quando julgarem-me vilão.
8/2/12
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Cidade do Caos (Ou versão realista de País Tropical)
Moro na cidade do caos, se bobear se fodeu.
Edifício é natureza, pra que beleza?
O mês inteiro (O mês inteiro),
Parou a marginal (a marginal)
E teve greve de busão.
Sou Corinthians e tenho uma doida chamada Jacira, a mina pira.
Só bebo, só bebo!
Aqui eu posso beber pinga, Oh yeah!
Posso varar a noite em qualquer boteco que tem mulher,
Essa é a razão de eu beber e vomitar em qualquer pia.
Edifício é natureza, pra que beleza?
O mês inteiro (O mês inteiro),
Parou a marginal (a marginal)
E teve greve de busão.
Sou Corinthians e tenho uma doida chamada Jacira, a mina pira.
Só bebo, só bebo!
Aqui eu posso beber pinga, Oh yeah!
Posso varar a noite em qualquer boteco que tem mulher,
Essa é a razão de eu beber e vomitar em qualquer pia.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
O mundo regride a passos largos e a curvatura da vara me faz errar a mira
Esse ano eu comecei mais triste do que outros, não por desgraças de enchente, ou mesmo pela chuva de pica que sempre vem, mas por ter percebido aonde estamos indo agora (Como estamos, deve-se entender sociedade.).
Depois de anos de hedonismo desenfreado, ao invés de melhorar, temos uma grande regressão social, as instituições agora nos dizem para conservar o bom comportamento, a boa alimentação, a saúde do corpo.
É a tal da curvatura da vara (Um tarado qualquer riria da expressão, faria piadas, bom, eu faço) pendeu demais pra um lado, hora de ir pro outro COM FORÇA.
É nego que para de fumar, é nego que para de beber, é nego que começa a frequentar academia, é nego que para de comer carne, É UMA PORRA!
Depois de anos de hedonismo desenfreado, ao invés de melhorar, temos uma grande regressão social, as instituições agora nos dizem para conservar o bom comportamento, a boa alimentação, a saúde do corpo.
É a tal da curvatura da vara (Um tarado qualquer riria da expressão, faria piadas, bom, eu faço) pendeu demais pra um lado, hora de ir pro outro COM FORÇA.
É nego que para de fumar, é nego que para de beber, é nego que começa a frequentar academia, é nego que para de comer carne, É UMA PORRA!
Previsões:
1- Gerações vindouras viverão 150 anos a 10.
2- Quer comer carne? Suba o morro!
3- Quer tomar uma? Vá para a cervejolândia.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Desabafo
"And nothing else matters"
Eu sou falho como amigo,Falho como amante
Falho enquanto pensante.
Falho como filho,
Falho como tio,
Falho até mesmo em ser pueril.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Tick & Tack
Passam as horas
É tamanha solidão
Que me bate
Tick & Tack
Bate o relógio
E bate meu coração
Tick & tack
Me açoita a solidão!
E vão se os dias,
É tamanha angústia
Que me late
Tick & Tack
Late a voz rouca
E esmaga-me a mente
Tick & tack
Acordo de repente,
Com vontade de um cigarro!
O trem está indo
De encontro ao muro!
E eu estou sentado,
Tick & Tack
Mais que preocupado
Vou fumar o cigarro,
Tick & tack
Antes de frear!
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Outra vez na estrada
Outra vez na estrada,
Não falha e não tarda.
Eu preciso de outra viagem,
Pra ver se tiro tua imagem
Da minha cabeça,
Antes que eu enlouqueça.
Outra vez na estrada,
pela madrugada.
A lua vista assim
provoca algo em mim
que me modifica:
Aumenta minha pica.
Outra vez na estrada,
Com rumo ao nada.
Não importa qual o destino,
Sendo simples ou grã-fino,
importante é o caminho
Eu sigo sozinho.
Outra vez a chegada,
Até logo, estrada.
Não falha e não tarda.
Eu preciso de outra viagem,
Pra ver se tiro tua imagem
Da minha cabeça,
Antes que eu enlouqueça.
Outra vez na estrada,
pela madrugada.
A lua vista assim
provoca algo em mim
que me modifica:
Aumenta minha pica.
Outra vez na estrada,
Com rumo ao nada.
Não importa qual o destino,
Sendo simples ou grã-fino,
importante é o caminho
Eu sigo sozinho.
Outra vez a chegada,
Até logo, estrada.
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