Outra vez na estrada,
Não falha e não tarda.
Eu preciso de outra viagem,
Pra ver se tiro tua imagem
Da minha cabeça,
Antes que eu enlouqueça.
Outra vez na estrada,
pela madrugada.
A lua vista assim
provoca algo em mim
que me modifica:
Aumenta minha pica.
Outra vez na estrada,
Com rumo ao nada.
Não importa qual o destino,
Sendo simples ou grã-fino,
importante é o caminho
Eu sigo sozinho.
Outra vez a chegada,
Até logo, estrada.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
Mulher!
-Se vir por terra, armo pra te pegar!
______-Se vir pelo ar, te acerto com o meu charme!
____________-Se vir pelo mar, te aporto em meus braços!
__________________-Se não vir...
____________________________ ...EU TE BUSCO, no meu Porsche Panamera!!!
domingo, 13 de março de 2011
Obrigado, Bukowski
"You have to die a few times before you can really live."
(Charles Bukowski)
Eu sei que esse é o ultimo cigarro da noite
e tua foto, como açoite,
me diz que és feliz.
E eu, que sempre te quis.
Me pego aqui pensando em meu anseio por teu seio,
teu pentelho,
tua bunda rebolando.
A bebida já não faz nenhum efeito
Porque a minha cama roda,
minha bílis é da cor da moda
E o coma dessa vez não vai chegar.
(Charles Bukowski)
Eu sei que esse é o ultimo cigarro da noite
e tua foto, como açoite,
me diz que és feliz.
E eu, que sempre te quis.
Me pego aqui pensando em meu anseio por teu seio,
teu pentelho,
tua bunda rebolando.
A bebida já não faz nenhum efeito
Porque a minha cama roda,
minha bílis é da cor da moda
E o coma dessa vez não vai chegar.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Tiktak, o açoite do relógio!
Enfim acabou o vinho
E sem ele veio a solidão
Já fiz com minha mão
Mas meu quarto está vazio
Parece tão escuro agora
Fico suando na cama
Mas estou sozinho nela
E pra piorar a chuva cai lá fora
O bater do relógio me cansa
Parece agora segurar a noite
A cada tik-tak um açoite
Pra esquecer as lembranças
O sono não vem, eu imploro
Estou sozinho e sem álcool
Eu não sei nem o que faço
Aí, fecho os olhos e choro
Reuni meus motivos pra ser assim
Jurei que nunca ia mentir pra mim
Fiz coisas que nem a culpa tem coragem...
Que agora sozinho, me vem à imagem!
Estou preso dentro de casa,
Amarrado a uma fadiga
Meu sono parece ter assas
E a alegria parece inimiga
Já não estou mais sozinho
Pois agora tenho a vergonha
Preso em meus espinhos
Só me resta mais uma...
Já que acabou o álcool
E quase toda a minha sorte
De solidão estou farto
A ponto de preferir a morte
E não sei mais o que sinto
Deve ser tristeza cotidiana
Ou só mais um lamento
D’outrem que se engana.
E sem ele veio a solidão
Já fiz com minha mão
Mas meu quarto está vazio
Parece tão escuro agora
Fico suando na cama
Mas estou sozinho nela
E pra piorar a chuva cai lá fora
O bater do relógio me cansa
Parece agora segurar a noite
A cada tik-tak um açoite
Pra esquecer as lembranças
O sono não vem, eu imploro
Estou sozinho e sem álcool
Eu não sei nem o que faço
Aí, fecho os olhos e choro
Reuni meus motivos pra ser assim
Jurei que nunca ia mentir pra mim
Fiz coisas que nem a culpa tem coragem...
Que agora sozinho, me vem à imagem!
Estou preso dentro de casa,
Amarrado a uma fadiga
Meu sono parece ter assas
E a alegria parece inimiga
Já não estou mais sozinho
Pois agora tenho a vergonha
Preso em meus espinhos
Só me resta mais uma...
Já que acabou o álcool
E quase toda a minha sorte
De solidão estou farto
A ponto de preferir a morte
E não sei mais o que sinto
Deve ser tristeza cotidiana
Ou só mais um lamento
D’outrem que se engana.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Pseudo-depressiografia/RATO
Pudera eu versar como ninguém
Ou como disse meu amigo: CAMÕES!
Mas em minhas lucubrações
Tenho que prezar mais por meus jargões!
Quisera eu cantar como Ozzy
Como Coverdale ou Bon Scott
Mas eu tenho a minha voz
E tenho que ser esse bosta!
Minha mente me impede
De ser um cara normal.
Me ofereceram um papel,
mas ainda não sei qual!
Sempre tem um parceiro
Querendo me pagar bebida.
E eu sempre aceito pois:
“É minha signa”
Queria morrer entorpecido,
Passar anos em coma
Mas a sorte é minha
Mais ano, nessa porra!
Queria falar de grana e álcool
Como meu amigo dos versos abaixo
Mas acabo sempre no palco
Vestido de palhaço
Tivera eu coragem pro suicídio
Rápido e indolor
Sem nenhum sentimento
Sem luz, sem cor e Blábla!
Foi então que? Cadê meu amigo?
Morreu de tédio...
Não é difícil!
Jogou-se do prédio!
Ou como disse meu amigo: CAMÕES!
Mas em minhas lucubrações
Tenho que prezar mais por meus jargões!
Quisera eu cantar como Ozzy
Como Coverdale ou Bon Scott
Mas eu tenho a minha voz
E tenho que ser esse bosta!
Minha mente me impede
De ser um cara normal.
Me ofereceram um papel,
mas ainda não sei qual!
Sempre tem um parceiro
Querendo me pagar bebida.
E eu sempre aceito pois:
“É minha signa”
Queria morrer entorpecido,
Passar anos em coma
Mas a sorte é minha
Mais ano, nessa porra!
Queria falar de grana e álcool
Como meu amigo dos versos abaixo
Mas acabo sempre no palco
Vestido de palhaço
Tivera eu coragem pro suicídio
Rápido e indolor
Sem nenhum sentimento
Sem luz, sem cor e Blábla!
Foi então que? Cadê meu amigo?
Morreu de tédio...
Não é difícil!
Jogou-se do prédio!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Pseudo-autobiografia
Pudera eu versar como Álvares,
como Augusto ou como Camões
Mas em meus poemas podres
tenho que prezar por meus culhões
Quisera eu tocar meu blues
como Waters ou como Son House
Mas carrego a minha cruz
de ser um "Hurricane 2000".
Minha crítica me impede
De ser um cara normal.
Me ofereceram o mocinho,
mas eu prefiro ser o mal.
Sempre tem um idiota
tentando angariar simpatia.
Eu publico em minha nota:
"vocês são a minha agonia".
Queria esticar minhas linhas,
Queria alongar a carreira,
Mas acabo sempre abatido
Pela decepção mais certeira
Eu queria falar de putaria
como “a banda das Velhas Virgens”,
Mas atravanco minha alegria
Com as minhas piores vertigens
Tivera eu sorte na vida,
a sorte de todo mocinho
De estar com a minha querida
e trilhar o mesmo caminho.
Foi então que me disse um amigo,
pouco antes de amanhecer:
"Acostume com a dor, meu querido,
pois ela vai permanecer".
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Necrópoles
Insensibilidade crua, eu não falo de mortos e nem de necrópoles.
Passou por nós, mas deixou de viver, eu não pinto quadro de mortes, nem de necrópoles.
Não corre sangue num peito frio e nem cresce cabelos, não vendem ossos em necrópoles.
Vigiam os vivos com suas memórias, vigiam os mortos em fotos de necrópoles.
o tempo voa sozinho sem limites
e leva com ele tudo que existe
a carne, a magia e tudo que brilha
ele mata você e toda sua família
Maldade pura, eu não lavo corpos sem alma, pra eles dormirem em necrópoles
Não importa quem seja, se era um bom homem vivo, ou se me pagou a cerveja, não gasto voz em necrópoles
Necrópoles são só necrópoles, e não seriam nada se não fossem nossos heróis de cimento
Necrópoles somos nós quando guardamos internamente essas memórias e esse sentimento.
Já que o tempo voa sozinho sem limites
E leva com ele tudo que existe
A carne e a magia e até nosso dia
Ele mata você e toda sua FAMILIA! (12/02/10)
Passou por nós, mas deixou de viver, eu não pinto quadro de mortes, nem de necrópoles.
Não corre sangue num peito frio e nem cresce cabelos, não vendem ossos em necrópoles.
Vigiam os vivos com suas memórias, vigiam os mortos em fotos de necrópoles.
o tempo voa sozinho sem limites
e leva com ele tudo que existe
a carne, a magia e tudo que brilha
ele mata você e toda sua família
Maldade pura, eu não lavo corpos sem alma, pra eles dormirem em necrópoles
Não importa quem seja, se era um bom homem vivo, ou se me pagou a cerveja, não gasto voz em necrópoles
Necrópoles são só necrópoles, e não seriam nada se não fossem nossos heróis de cimento
Necrópoles somos nós quando guardamos internamente essas memórias e esse sentimento.
Já que o tempo voa sozinho sem limites
E leva com ele tudo que existe
A carne e a magia e até nosso dia
Ele mata você e toda sua FAMILIA! (12/02/10)
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